domingo, 26 de julho de 2009

LP CARLOS GARDEL LOS EXITOS DE SUS PELICULAS 1974 EMI


Café Con Che © 2004

La LBV considera que para hallar las soluciones reales a todos los problemas humanos, de los más simples a los más complejos, es preciso tener Amor en el corazón.




LP CARLOS GARDEL LOS EXITOS DE SUS PELICULAS

1974
EMI 6613

HECHO EN ARGENTINA

COM ACOMP. DE ORQUESTA




Iniciados en los años 30, Carlos Gardel complementa su excluyente fama de cantor popular asumiendo el carácter de intérprete – con fulgor de astro – en la cinematografía de largo metraje.
El éxito que lo acompaña en su nueva labor artística es refirmatorio del que siempre ha obtenido su canto agraciado. Porque eso es justamente lo que los públicos van a buscar, y reciben de él, ante las pantallas de las salas en penumbra: las sugestiones conmovedoras de su expresión y de su voz.
Muerto en el catástrofe de Medellín (Colombia) el 24 de junio de 1935, poco pudo él gustar en vida de sus nuevos triunfos, y el curso de ellos, apenas abordada esa variante artística, se truncó fatalmente.
Pero la sencilla magia de la fonografía, que, como es notorio, constituyó para el arte de Carlos Gardel el impulsor punto de despegue hacia una gloriosa posteridad – y asegura el mantenimiento de la misma – resguarda vividos en sus surcos los éxitos de sus películas.
En este disco encontrará el oyente un fácil acceso a algunas de las composiciones que desde las bandas sonoras del celuloide pasaron a la infinita difusión; a la vez que, en el somero detalle siguiente, podrá recordar, en cada caso, la exacta procedencia fílmica.
EL DIA QUE ME QUIERAS – canción - , SUS OJOS SE CERRARON y VOLVER – tangos - : pertenecen a la película “El día que me quieras”, filmada en los Estudios Paramount, de Astoria, Long Island (Nueva York), en 1935, RUBIAS DE NEW YORK – foxtrot – y GOLONDRINAS -tango -: corresponden a la película “El tango en Broadway”, filmada en los mismos estudios citados, en el año 1934.
MELODIA DE ARRABAL – tango -: incluido en la película del mismo título, filmada en los Estudios Paramount, de Joinville (París), en 1932.
MI BUENOS AIRES QUERIDO – tango - , CRIOLLITA DECI QUE SI – cifra – y CUESTA ABAJO – tango -: pertenecen a la película “Cuesta Abajo”, filmada en los Estudios Paramount, de Astoria, Long Island (Nueva York), en 1934.
POR UNA CABEZA -tango - , LEJANA TIERRA MIA - canción – y ARRABAL AMARGO – tango -: corresponden a la película “Tango Bar”, filmada en los citados estudios de Nueva York, en el año de 1935.
ESTUDIANTE -tango - : pertenece a la película “Espérame”, filmada en los Estudios Paramount Joinville (París), en el año de 1932.
AMARGURA -tango - : corresponde a una película que en nuestro país se exhibió con el título de “Cazadores de Estrellas”, siendo su rótulo original “The Big Broadcast of 1935”. En ella los Estudios Paramount presentaban los grandes números musicales de ese año. Carlos Gardel filmó para la misma, en los sets de Nueva York, el tango que se incluye en este disco y la canción criolla ¡Apure, delantero buey!

FAZ A
EL DIA QUE ME QUIERAS (Carlos Gardel – A. Le Pera)
RUBIAS DE NEW YORK (Carlos Gardel – A. Le Pera)
MELODIA DE ARRABAL (Carlos Gardel – A. Le Pera) Con Acomp. De guitarra
MI BUENOS AIRES QUERIDO (Carlos Gardel – A. Le Pera)
POR UNA CABEZA (Carlos Gardel – A. Le Pera)
ESTUDIANTE (Carlos Gardel – A. Le Pera – M. Battistella)
CRIOLLITA DECI QUE SI (Carlos Gardel – A. Le Pera) Con Acomp. De piano e guitarra

FAZ B
AMARGURA (Carlos Gardel – A. Le Pera)
CUESTA ABAJO (Carlos Gardel – A. Le Pera)
GOLONDRINAS (Carlos Gardel – A. Le Pera)
SUS OJOS SE CERRARON (Carlos Gardel – A. Le Pera)
LEJANA TIERRA MIA (Carlos Gardel – A. Le Pera)
ARRABAL AMARGO (Carlos Gardel – A. Le Pera)
VOLVER (Carlos Gardel – A. Le Pera)

quinta-feira, 16 de julho de 2009

LP ANA BELEN GEMINIS 1984 CBS

Café Con Che © 2004
Educação: Esse é o nosso jeito de melhorar o futuro







LP ANA BELEN GEMINIS

1984

CBS 144846





ANA BELEM GEMINIS
GEMINIS constitui, talvez; a obra mais elaborada de Ana Belen, a maior estrela da nova safra de intérpretes espanhóis.
Sinônimo da nova mulher, consciente política e socialmente, Ana é hoje campeã de vendagem e de crítica, não só em sua terra natal como em toda Europa.
GEMINIS, o próprio nome sugere, é resultado de uma série de fatores determinados por uma personalidade segundo sua definição: “o disco demonstra bem que não tenho um estilo definido, ao mesmo tempo em que realça meu lado de atriz, no sentido de estar mais voltada para ser intérprete do que propriamente cantora. Eu jamais iria me enclausurar dentro de um tipo de canção porque conheço bem minha personalidade geminiana, camaleônica.”
GEMINIS é eclético. Um disco rico em vivências recentes e marcantes da artista. Uma mulher que aprendeu a amar o Brasil, a musicalidade da terra, o sofrimento e os sonhos desse povo. Sentimento que foi alicerçado há dois anos, por ocasião de sua estadia no Brasil, quando gravou um LP em português com músicas de: Chico Buarque, Gil, Fagner, Ivan Lins, Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré e Zé Ramalho, entre outros, além de haver gravado um especial para a TV européia, do qual participaram Fagner, Simone, Zé Ramalho e Roberto Carlos. Nessa mesma época, inclusive, O QUE SERÁ, sucesso de Chico Buarque, na versão em espanhol, alcançava o primeiro lugar nas paradas da Espanha, permanecendo ali por oito semanas consecutivas.
Por isso tudo, GEMINIS traz quatro versões feitas por amigos brasileiros. Ronaldo Boscoli escreveu SÓ TE PEÇO ADEUS (Solo Le Pido A Dios), uma das faixas mais forte do LP por seu conteúdo sócio-político, que diz: “Solo Le pido a Dios / Que a guerra não me seja indiferente / É um monstro grande que, enorme, pisa forte / Sobre a pobre inocência dessa gente”.
A tradicional LA PALOMA (Esta Ave) ficou a cargo da poética de Fagner: “Se equivocou esta ave / Se equivocava / Pensou que o norte era o sul / E que o trigo era água / Se equivocava.
ESPANHA, CAMISA BRANCA (España Camisa Blanca De Mi Esperanza) é um belíssimo hino de amor à Pátria, composta por Victor Manuel (Casado com Ana), também adaptado por Boscoli: “Espanha camisa branca de minha esperança / Às vezes mãe, e sempre madrasta / Navalha, barro, cravo, espada / A morte sempre presente nos acompanha / No dia a dia, no perde e ganha / Enfim, nos torna todos iguais.”
A Fausto Nilo coube a delicada MIRA LUNA, do original francês LE JOUR DE MOISSON (Chamfort, Bourgoin e Victor Manuel), e que em português chama-se: OLHA LUA: “Olha lua / Não posso ver por detrás / Nem acreditar / Que você é de metal / Não é real.” PANICO EN TORREJON, de Victor Manuel, talvez seja a canção mais densa do disco: “Hay un campo verde bajo un cielo azul / Una niña inventa como hiciste tu / Hoy jugamos al avión / Que otra vez se equivocó / Y tiró dos bombas en la escuela.”
Outras músicas provém dos mais famosos compositores da atualidade, como a dupla Vangelis – Anderson (Cada Mañana A Las Seis, I’ll Find My Way Home) e Elton John (Una Flecha Más, One More Arrow)
Com arranjos e produção de Geoff Westley, GEMINIS é uma amostra perfeita do potencial desta grande intérprete contemporânea dos amores e das dores da alma humana – ANA BELEM
CBS




LADO A
SO O QUE PEÇO A DEUS Solo Le Pido a Dios
PANICO EN TORREJON
MARILYN “Le Tango”
ESTA AVE La Paloma
CADA MAÑANA A LAS SEIS Cada manhã as seis “Ill find my way home”

LADO B
ESPANHA CAMISA BRANCA España camisa blanca de mi esperanza
ROBINSON “When love is not enought”
OLHA A LUA Mira luna “Le jours de moisson”
UNA FLECHA MÁS Uma flecha a mais “One more Arrow”
LE FUE TAN FACIL Foi tão fácil (“The same girl”)

domingo, 12 de julho de 2009

LP NILO SERGIO SUA ORQUESTRA E VOZES ISTO E ROMANCE HI FI MUSIDISC

Café Con Che © 2004


Educação: esse é o nosso jeito de melhorar o futuro.Quando a LBV chamar, Atenda com o coração:DIGA SIM!




LP NILO SERGIO SUA ORQUESTRA E VOZES ISTO E ROMANCE

MUSIDISC
HI FI 2050



Segundo LP apresentando a orquestra de Nilo Sergio – o primeiro LP teve o título de “Dançando Suavemente” e marcou um dos maiores sucessos da Musidisc – o álbum agora oferecido aos discófilos brasileiros nada fica devendo ao que o precedeu, podendo mesmo bater o alto índice de vendagem que o outro alcançou.
Dando nova constituição ao seu conjunto orquestral, Nilo Sergio quis que êle se apresentasse agora com violinos, violas, cellos, trompas, harpa, piano e ritmo – adicionando a tudo isto um grande coral misto. Êste, porém, funciona como se fosse um instrumento a mais na orquestra, fazendo notáveis efeitos com os grupos de cordas.
Disco eminentemente dançante, “Isto é Romance” oferece-nos nada menos do que cinco lançamentos da autoria de Nilo Sergio, todos eles de magnífica inspiração, confirmando uma capacidade criadora, de largos recursos. Todo o roteiro do álbum, dentro do clima romântico que seu título sugere, completa-se com excelentes arranjos, em ritmo de dança, de melodias mundialmente famosas, inclusive algumas do domínio da ópera e do terreno clássico.
Dotado de todos atributos indispensáveis a um disco realmente credenciado aos louros do aplauso público, “Isto é Romance” deverá ser marcado com uma pedra branca no calendário de sucessos que a Musidisc vai lançando incessantemente.
Sebastião Fonseca.


FACE A
MY PRAYER
CANÇAO DOS VAGABUNDOS
SERENATA (SCHUBERT)
CANÇAO PARA UM HOMEM NO ESPAÇO
ESPIRAL
I CONCENTRATE ON YOU

FACE B
ROMANTIC PARTNERS
PESCADORES DE PEROLAS
MARIAS DE PORTUGAL
I LOVE BRAHMS (3º SINFONIA)
SANSON ET DALILA
LAGO DOS CISNES

sábado, 11 de julho de 2009

LP PAT BOONE HOWDY! RGE DOT

Café Con Che © 2004

Educação: esse é o nosso jeito de melhorar o futuro.Quando a LBV chamar, Atenda com o coração:DIGA SIM!





LP PAT BOONE HOWDY!

RGE
XRLP6008



Incentivado pelo enorme sucesso de Pat Boone em discos RGE, por ocasião do lançamento do seu primeiro LP “PAT BOONE” (XRLP-6002) apresentamos aqui o segundo microssulco do jovem cantor norte-americano, reunindo as maiores sensações musicais do momento, na Terra de Tio Sam, na voz personalíssima desse cantor
Desde que assinou contrato com a etiqueta “DOT”, a carreira de Pat Boone ascendeu vertiginosamente, tornando-o o mais popular dos intérpretes nos Estados Unidos. Suas gravações alcançam normalmente e individualmente tiragem superior a um milhão! E recorde-se a grande concorrência que existe nos “States”.
A acolhida com que foi recebido em nosso país, deixou patente definitivamente as qualidades do jovem interprete.
ASTRO DO DISCO E DO CINEMA
Hollywood não poderia deixar passar desapercebida a figura interessante de Pat Boone, e não titubeou. Contratou-o para “estrelar” a película “Bernardine” (O sonho que eu vivi) onde êle aparece interpretando pela sua atraente voz.
O QUE CONTEM ESTE “LONG-PLAYING”
Neste verdadeiro desfile musical de bôas melodias, em cada faixa encontramos algo de novo para se gostar mais do moço. Ouça atentamente, por exemplo, Pat Cantar a conhecidíssima “Beguin the beguine” que consegue nos transportar com a fôrca de sua interpretação para deliciosos recantos tropicais, revivendo de forma muito feliz a antiga composição. “All I do, is dream of you” é uma música que sempre se ouve com prazer. E a alegria penetra em nosso íntimo pela voz firme do artista. “Beg your pardon”, número alegre encontra em Pat seu intérprete ideal. Destaca-se nesta faixa um curto, mas interessante solo de piano. Para os que apreciam números românticos, encontram-se outras faixas deste agradável long-playing “Love letters in the sand” (atualmente em primeiro lugar no “Hit Parade”) “Forgive me”, bastante melódico, sugere logo um parzinho enamorado, dançando a meia-luz. “Friendly persuasion” destaca-se entre as demais composições pelo imenso vigor musical e interpretativo encontrado. Esta gravação pode ser considerada um dos pontos altos da carreira meteórica do já vitorioso cantor. Este número é interpretado por Pat Boone, “abrindo” a película “Sublime tentação”, da Allied Artists, onde praticamente êle faz sua estréia no mundo cinematográfico. Para satisfação dos apreciadores do ritmo mais movimentado, selecionamos agradáveis peças musicais, como: “Sunday”, onde salienta-se importante solo de saxofone. “Why baby why” é no momento, uma das melodias mais ouvidas nos Estados Unidos. “Every little thing” nos traz toda a versatilidade de Pat Boone em gostosa interpretação. “Chatanooga shoe shine boy”, agrada desde os primeiros compassos musicais. A voz de Pat dá o toque final. “Would you like a walk” agrada pela simplicidade musical. “Harbour light” mixto de “blue” e música havaiana é exatamente aquilo que uma pessôa gostaria de ouvir em momentos de descanso. Tudo isso reunido: a voz de Pat Boone, as magníficas orquestrações e um excelente côro, colocam o presente LP na condição de excelente aquisição para o discófilo.
Notas de MIGUEL VACCARO NETTO



LADO A
BEGIN THE BEGUINE
WHY BABY WHY
ALLI DO IS DREAM OF YOU
EVERY LITTLE THING
FORGIVE ME
CHATANOOGA SHOE SHINE BOY

LADO B
BERNARDINE
FRIENDLY PERSUASION
WOULD YOU LIKE TO TAKE A WALK
LOVE LETTERS IN THE SAND
HARBOUR LIGHT
SUNDAY

quinta-feira, 9 de julho de 2009

LP MARIACHI VARGAS DE TECALITLAN DE LAS MAÑANITAS...A LAS GOLONDRINAS 1967 RCA MKS MEXICO


Café Con Che © 2004
La LBV considera que para hallar las soluciones reales a todos los problemas humanos, de los más simples a los más complejos, es preciso tener Amor en el corazón.



LP MARIACHI VARGAS DE TECALITLAN DE LAS MAÑANITAS...A LAS GOLONDRINAS

1967

RCA
MKS 1756

HECHO EN MEXICO




Una deformación de tipo lingüístico, un juego onomatopéyico, un fenómeno filológico, una mera mexicanización de la palabra, del francés mariage, boda, se transforma, se descompone, y se convierte en mariachi, y es así, con ese nombre, como el mondo entero conoce estos modernos juglares mexicanos, esos mismos que en las bodas, durante el efímero Imperio de Maximiliano de Hapsburgo, no eran sino cuatro músicos, arpa, guitarra de golpe y dos violines, cuatro músicos eminentemente populares que amenizaban los convites; cuatro músicos que en la actualidad, sin dejar de ser lo popular, enriquecida su dotación hasta llegar a varias trompetas, violines, guitarras, vihuelas y arpa, son el sonido mexicano. Un sonido que nos lleva desde el despertar, desde la serenata de indiscutible influencia mora, que se plasma en las Mañanitas, ese canto ingenuo que representa todo lo que está por venir, lo que la vida puede ofrecer a los seres queridos, hasta el adiós, las Golondrinas, ese adiós que no se resigna a serlo, ese adiós tan mexicano que se convierte, a medida que el mariachi toca, en un despertar implícito, en una lucha en contra de la inevitable separación.
Ofrecemos pues el sonido del mariachi; de las Mañanitas a las Golondrinas. Ofrecemos, con el mejor mariachi del mundo, el Vargas de Tecalitlán, una selección de los doce números más representativos de este grupo tan sui géneris. Doce números, doce maneras de expresar lo que México siente: desde ese despertar que son las Mañanitas, lo campirano de en tu Día, lo internacional de Amor Indio, lo romántico de Morenita Mía, lo mexicano alegre de La Negra, hasta el adiós retenido, doloroso, de las Golondrinas.
Y es esta selección, estos juglares de nuestro tiempo, estos creadores de un sonido, el sonido de las cañadas y los valles mexicanos, un sonido pleno, inigualable. Un sonido, una manera de decir, que al correr de los años se ha convertido en la influencia dignificante de la música popular mexicana: esa misma que ahora estar en sus manos, la que nos lleva desde la promesa hasta la despedida; la que es, en realidad, la auténtica expresión de México y lo mexicano: un sonido, una manera de cantar, un recuerdo y una promesa: El mariachi de México.



LADO 1
LAS MANANITAS
(D.P)
EN TU DIA
(D.P)
CHAPALA
(Pepe Guizar)
LA FERIA DE LAS FLORES
(Chucho Monge)
GUADALAJARA
(Pepe Guizar)
AMOR INDIO
(Harbach – Hammersnstein – Frim)

LADO 2
CIELITO LINDO
(Manuel M. Ponce)
LA NEGRA
(Silvestre Vargas – Fuentes)
ALBORADA
(Lauro D. Uranga)
BONITO TECALITLAN
(Silvestre Vargas)
MORENITA MIA
(A. Villareal)
LAS GOLONDRINAS
(D.P)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

LP TRINI LOPEZ THE LATIN ALBUM 1964 REPRISE

Educação: esse é o nosso jeito de melhorar o futuro.
Quando a LBV chamar, Atenda com o coração:
DIGA SIM!



Café Con Che © 2004


LP TRINI LOPEZ THE LATIN ALBUM


Swing Out And Heads South in THE LATIN ALBUM

1964

REPRISE
R6125




Muito antes de ser o brilhantes guitarrista de hoje, Trini Lopez – aos quinze anos – cantava em clube chamado Ci Pango, em sua cidade natal, Dallas. Filho de pais hispano-mexicanos, era, então, um solista pricipiante mais com uma queda muito grande por canções em língua espanhola, as quais transmitia aos texanos, que de espanhol apenas conheciam palavras ou frases como: “Olé”, “Arriba” e “Watcha put in this taco, amigo”.
E’, atualmente uma celebridade internacional; e com sua “guitarra de ouro” tem interpretado números, como por exemplo: “If I had a Hammer” – com que se iniciou – alcançando a enorme cifra de 1.400,000 discos vendidos, em uma época em que os chamados “compactos-de-ouro” eram felizes quando conseguiam vender 400.000 discos.
Tornou-se logo o artista internacional mais inflamado do mundo, e o mais nôvo embaixador da boa vontade.
Com êste LP, Trini retorna a linguagem latina com que deu o impulso inicial, apoiado por um poderoso grupo de percussão à maneira latina, sendo que alguns instrumentos característicos são talhados a mão. Trini nos faz vibrar com sua interpretação exclusiva de alguns dos mais excitantes números musicais latinos de algumas décadas para cá.
Don Costa, produtor do disco de Trini Lopez, ficou entusiasmado com êste lançamento e nos dá os pormenores do fundo musical dêste LP:
“Esta série de adaptações de tema latinos mostram um nôvo Trini Lopez a muitos dos seus fans. Porém estas mesmas músicas não são novas para Nosso Herói, pois êle tem divagado sôbre muitas delas. Já seu pai, o Sr. Trinidad, podia ser ouvido a qualquer hora do dia ou da noite cantando e acompanhando essas melodias. Trini provàvelmente ainda cantarolava “Cu Cu Rru Cu Cu, Paloma”, antes de conseguir soletrar “tobasco”.
“selecionar doze canções da coleção aparentemente interminável de melodias mexicanas, espanholas e sul-americanas não foi tarefa fácil. Êle as executa com grande calor e sinceridade, e a gente sente pela vibração magnífica e pelo espírito de improvisação, que só Trini Lopez poderia ter gravado êste disco”.
Don, poderia ter acrescentado que “THE LATIN LP” significa Trini Lopez em sua maior expressão.
Stan Cornyn.


LADO 1
PERFIDIA
BESAME MUCHO
ANGELITO
LA MALAGUENA
ADELITA
PIEL CANELA

LADO 2
GRANADA
CU CU RRU CU CU PALOMA
QUIZAS QUIZAS QUIZAS
EL RELOJ
CHAMAKA
CUANDO CALIENTA EL SOL


terça-feira, 30 de junho de 2009

LP STUDIO VERDE MUSICA 1989


LP STUDIO VERDE MUSICA

1989

LP803763



Esta é uma iniciativa de abertura de espaço para novos artistas. É um trabalho independente e endereçado aos meios de comunicação, em resposta à carência no mercado musical de renovação, com valores de grande potencial.
STUDIO VERDE
Diretor de Marketing

PAULO SOLEDADE é bastante conhecido no meio artístico musical. Nos seus 12 anos de carreira como músico, arranjador e produtor, já participou de discos de artistas como Gilberto Gil, Marina, Beto Guedes, Ritchie, Xuxa e outros.
Suas músicas fizeram parte de trilhas de novelas como Brega e Chique, Bebê a Bordo, filmes e peças teatrais. Participou de alguns festivais de música entre eles o festival de Montreux em São Paulo e foi semifinalista do Festival dos Festivais da TV Globo recentemente.


RICARDO BOMBA de influências jazzísticas e pop, a música de Ricardo Bomba pode ser considerada basicamente romântica e, por certo, muita apreciada por aqueles que buscam uma linguagem leve, com musicalidade competente. Neste Mix, Bomba apresenta um pouco de sua “nova safra”, que sucede ao excelente trabalho lançado em 88 – Ultralight – seu primeiro LP, que recebeu o Prêmio Sharp 1989.


RENATA MORAES vem de uma família supermusical: Golden Boys, Trio Esperança, Marizinha, Evinha e Os Abelhudos. Começou seus estudos de música aos dez anos no piano clássico, desde então, decidiu-se pela música, passando a participar profissionalmente em gravações. Fazendo backing vocal, Renata já participou em discos de artistas como: Xuxa, Trem da Alegria, Os Abelhudos, Gal Costa, Sandra de Sá, Lobão, Angélica, Simone, Tim Maia, Patricia, Fagner e outros.


RANA bailarina, atriz, cantora e compositora, Rana, de voz e interpretações marcantes, mostra grande personalidade como artista.
Após participar como atriz em algumas novelas de televisão e alguns shows pelas noites cariocas, parte agora para um novo trabalho em disco, prosseguindo em sua carreira, presenteando o público com seu virtuoso talento.

Músicos que participam do projeto:
Júlio Camarra, Eric Daniel, Paulo Soledade, Téo Lima, Luis Casé, Ricardo Bomba, Charles Murray, Hugo Fattorusso, Celso Fonseca, Sizão Machado, Widor Santiago, Beto Saroldi, Marcio Lott, Ronaldo Barcelos, Gerli Araujo, Jussara Lourenço, Ana Leuzinger, Seginhos Bastos, João Batista e Fred Maciel.

LADO 1
VOU A LUA E VOLTO JÁ Paulo Soledade
(Paulo Soledade)
UMA LUZ DEPOIS DA ESCURIDAO Ricardo Bomba
(Ricardo Bomba)
INFINITO Renata Moraes
(Djavan)
SONHAR E NECESSARIO Rana
(Rana)

LADO 2
APAIXONADO SEM TER Ricardo Bomba
(Ricardo Bomba)
SORTE DEMAIS Paulo Soledade
(Paulo Soledade)
RARAS MANEIRAS Renata Moraes
(Tunai/Marcio Borges)
ME PROTEJA Rana
(Rana)

domingo, 28 de junho de 2009

LP LOS HUASOS LAS CANCIONES DE CLARA SOLOVERA CHILE LINDO 1968 EMI ODEON

Café Con Che © 2004
La LBV considera que para hallar las soluciones reales a todos los problemas humanos,de los más simples a los más complejos, es preciso tener Amor en el corazón.



LP LOS HUASOS LAS CANCIONES DE CLARA SOLOVERA CHILE LINDO…!


1968

EMI 4080

HECHO EN CHILE




CLARA SOLOVERA no ha aportado a música chilena – hasta donde nosotros sabemos – recopilaciones de temas autóctonos, ni se ha aferrado a un purismo docto sobre el cual pode babar tesis académicas. Hay momentos en que, al calor de una discusión sobre folklore, se asegura que las tonadas de Clara Solovera no son “folklore”, y en ese terreno no faltarán algunas razones atendibles para ello. Finalmente, el sello que caracteriza a la música vernacular, la rusticidad , también suele considerarse ausente de su producción, impregnada de una jerarquía no carente de cierto refinamiento.
Bien, entonces ¿por qué esa fabulosa popularidad de las canciones de Clara Solovera, y por qué el público las asimila rotundamente al folklore nacional?
Creemos tener la respuesta. Las tonadas de esta compositora son pinturas costumbristas a descriptivas acertadísimas de las gentes campesinas y el paisaje chilenos, en especial los de la zona central. No podrían describir gentes de ninguna otra comarca ni costumbres de ningún otro habitante del mundo, sino del chileno campesino y sus tradiciones. Estas tonadas son pinturas nacidas de una intuición pura, pero de una intuición musical inspirada en la captación exacta de lo que describen.
Y como a nuestro turno estamos planteando una tesis, - y pretendemos hacerla irrefutable – colocamos en primer lugar de la lista la tonada “CHILE LINDO”. Aquí, de partida, concluye la discusión. Y quedamos todos en perfecto ánimo para gustar una vez más de “MANTA DE 3 COLORES”, poema a la prenda tejida con hilos de amor; “HOJITA DE VERDE TREBOL”…”EL CANTAR DE MI GUITARRA”…”PONCHO DE OLVIDO”…cada hecho, cada detalle de las cosas pequeñas o grandes, se entrelazan con seres y sentires inimitables, de profunda emotividad, de alegría espontánea y genuina. Todas las canciones contiene un mensaje que no sería posible confundir, en su caracterización de los hechos, las personas y los animales y plantas de nuestros campos.
Párrafo aparte para “TE JUISTE…PA’ RONDE”, pareja auténtica de bueyes, lentos, serenos y rústicos, que con su paso inalterable marcaron el devenir mismo de una vida que existió en un rincón del mundo, en el Sur de Chile.
Esta bellísima tonada es ya un clásico en su género; imposible escucharla sin evocar los mejores momentos de una existencia auténticamente feliz, hecha de trabajo campesino, de trillas, de esteros, bosques y montañas.
Debemos rendir un homenaje de gratitud a LOS HUASOS QUINCHEROS, intérpretes ideales de las tonadas de Clara Solovera. Sobre este famoso conjunto se ha dicho aparentemente todo, pero se dirá aún mucho más porque seguirán dando famosas creaciones a la tradición musical nuestra. La última canción que han grabado hasta ahora de Clara Solovera, es “PAJARO DE SEPTIEMBRE”; eso fue poco antes de publicarse el presente disco, lo que nos demuestra que este “equipo” musical de compositor-intérprete sigue obteniendo resultados tan felices con el de “Chile Lindo”.
Públicamente exhortamos a Clarita Solovera y a Los Huasos Quncheros a que de vez en cuando nos regalen con nuevas creaciones y permanente a la mejor tradición de la música folklórica de Chile.
R. Nouzeilles
(Director Artístico)

Faz 1
CHILE LINDO
MANTA DE TRES COLORES
HOJITA DE VERDE TREBOL
EL CANTAR DE MI GUITARRA
PONCHO DE OLVIDO
PAJAROS DE SEPTIEMBRE

Faz 2
¿ DONDE HABRA COMO MI CUECA?
TE JUISTE P’ RONDE
BUENAS NOCHES MISIA MARIQUITA
LA FELPA U ÇA BUENAMOZA
ALAMO HUACHO
HUASO POR DONDE ME MIREN

domingo, 21 de junho de 2009

LP CHARLY GARCIA PARTE DE LA RELIGION 1987 EPIC

Café Con Che © 2004
Misión
Promover la capacitación, profesionalización y cooperación entre instituciones para mejorar en forma continua la calidad de vida de los pacientes hematológicos en Latinoamérica.

Visión
Facilitar la profesionalización continua de las organizaciones
Ser interlocutor de las organizaciones de pacientes ante organismos internacionales
Promover la mejora y la humanización de los tratamientos




LP CHARLY GARCIA PARTE DE LA RELIGION

1987


EPIC 400005


O MAIOR IDOLO DO ROCK ARGENTINO
Sinônimo de vanguarda musical, ao longo de quatorze anos na liderança do rock argentino, Charly Garcia é um verdadeiro ídolo, um mágico do som que se utiliza do pop moderno, jazz, música progressiva, clássico e, para não fugir as raízes, o tango, produzindo o que já se institui como o “estilo Garcia”.
Uma figura exótica, tanto pelo bigode chapliniano como pelo modo extravagante de vestir, Charly Garcia é autor de uma música gravada por Mercedes Sosa e Milton Nascimento – INCONSCIENTE COLETIVO – e outras por Patricio Bisso.
PARTE DE LA REGION é o primeiro disco do artista lançado no Brasil. Assinando a produção e tocando guitarra, teclados e baixo, Charly iniciou as gravações do álbum em março deste ano no Brasil, nos estúdios Sigla, continuando-as no Panda (Argentina) e nos estúdios Unique-Midi City, Chung King House of Metal e Electric Lady, em Nova Iorque, onde foram feitas também as mixagens.
Das dez composições incluídas no disco, apenas uma não foi escrita por Charly, REZO POR VOS, parceria com Luiz Alberto Spínetta. PARTE DE LA RELIGION é um caldeirão de sonoridades, onde os ingredientes misturados, inclusive no “sambarap” RAP DE LAS HORMIGAS, onde são usados cuíca, apitos e agogô, com a participação especial dos Paralamas do Sucesso.
BUSCANDO UN SIMBOLO DE PAZ traz um ritmo irresistivelmente dançante e também o vocal de Paula Toller (do Kid Abelha), cabendo a canção título, PARTE DE LA RELIGION, o ápice do satírico, conforme vem escrito nos versos: “Ele sente culpa e vive torturado / ele não é tão inteligente / nunca avança, caminha de costas / e tem medo de sua mente / é parte da religião.”
Charly Garcia, 34 anos, nasceu em Buenos Aires e traz uma bagagem musical uma formação clássica. Ainda no colégio formou o grupo TO WALK SPANISH, época em que começou a compor. Em 72 formou, junto com Nico Mestre, o SUI GENERIS, que foi um verdadeiro estouro no país – ritmos folk, baladas acústicas e rocks sinfônicos formavam o carro-chefe da banda. Ao mesmo tempo, a poesia de Charly Garcia definiria toda uma geração, marcando um perfil ideológico de ressonância popular.
O primeiro álbum, VIDA, gravado em 73, foi Disco de Ouro e Platina, o que se repetiu nos álbuns seguintes: CONFESIONES DE INVERNO e PEQUENAS ANECDOTAS, em 74. ADIOS SUI GENERIS, de 75, contem o registro dos concertos no Luna Park, gravados ao vivo, num álbum dublo, marcando o fim apoteótico da banda.
Charly passou a desenvolver nova carreira estreando com o LP LA MAQUINA DE HACER PAJAROS, gravado entre 76 e 77, ponto de partida para o aprimoramento harmônico e melódico de seu trabalho. O segundo LP chamou-se PELICULAS (77) e a banda LA MAQUINA foi dissolvida, dando oportunidade a que uma nova fase surgisse para Charly.
SERU GIRAN era o nome da nova banda formada por David Lebon, Pedro Aznar e Oscar Moro que, sob a liderança de Charly, desenvolveu um trabalho voltado para o místico misturado ao rock criollo, período entre 78 e 82, cujo resultado foram cinco Álbuns de Ouro – SERU GIRAN (78), LA GRASA DE LA CAPITALES (79), BICICLETA (80), PEPERINA (81) e NO LLORES POR MI, ARGENTINA (82) - , além das apresentações no Festival de Montreux e no Rio Jazz.
A trajetória solo de Charly tem inicio em 82 com a gravação do duplo YENDO DE LA CAMA AL LIVING e PUBIS ANGELICAL, trilhas de dois filmes. Em 83 grava nos Estados Unidos CLICS MODERNOS. Em 85 é a vez de PIANO BAR e, no inicio do ano passado, TANGO, um mini-álbum que rapidamente conquistou o Disco de Platina.
Com PARTE DE LA RELIGION, Charly Garcia estréia para os brasileiros demonstrando seu indiscutível talento e comprovando, como ele mesmo diz, que “depois das Malvinas o rock se tornou mais popular na Argentina.”
CBS.

A
NECESITO TU AMOR
BUSCANDO UN SIMBOLO DE PAZ Part. Paula Toler
PARTE DE LA RELIGION
RAP DE LAS HORMIGAS Part. Os Paralamas do Sucesso
ADELA EN EL CARROUSELL

B
NO VOY EN TREN
REZO POR VOS
EL KARMA DE VIVIR AL SUR
ELLA ADIVINO
LA RUTA DEL TENTEMPIE

sexta-feira, 19 de junho de 2009

LP MUDA BRASIL PLAY LIST NACIONAL 1985 PHILIPS

Educação: esse é o nosso jeito de melhorar o futuro.
Quando a LBV chamar, Atenda com o coração:
DIGA SIM!
Café Con Che © 2004





LP MUDA BRASIL PLAY LIST NACIONAL

1985

PHILIPS 2809169



TODAS é, segundo a própria Marina, seu disco mais romântico. Assim, não poderia faltar uma composição como NADA POR MIM, uma música que é amor puro, criada pelos talentos reunidos de Herbert Vianna e Paulo Toller.


DELICIA é o novo hit do Ciclone, o conjunto que estourou com Tipo One Way, e que agora está lançando seu primeiro LP, TIPO ONE WAY chegou a ser o compacto mais vendido no Rio (pesquisa Nopem) e DELICIA – mesmos autores de Tipo One Way – promete repetir a dose.

DROPS DE HORTELA é uma canção do ganhador de festivais Oswaldo Montenegro. Nela , ele divide os vocais com a atriz Glória Pires. Novidade, talento e, claro, sucesso na certa.

LOUCA, DOCE E ATREVIDA é uma faixa do disco que está comemorando os 20 anos de carreira de Jerry Adriani. O sucesso da canção tem sido tanto que ela virou até título de uma fotonovela estrelada pelo próprio Jerry e inspirada na letra da música: uma letra LOUCA, DOCE E ATREVIDA.

O COMPLOT é um grupo novo, formado por jovens músicos influenciados pelos jazz e pelo rock. VIDEO CLIP é uma canção de feição moderna, apoiada na marca registrada do Complot: o Estilo.

NAHIM é um campeão de vendas e um campeão de shows. Recentemente comemorou seu milésimo show com uma grande festa num programa de televisão. CORAÇAO DE MELAO é uma versão feita sob medida para as legiões de fãs do cantor.

O samba não podia faltar. GUERI-GUERI é uma faixa que puxa o LP da Turma do Pagode, formado pelos talentos reunidos de AS GATAS, SAMBA SOM 7. ADEZONILTON E GENARO. O clip de GUERI-GUERI no Fantástico contou com a participação de pesos-pesados do samba, como Agepê, João Nogueira, Benito de Paula, Roberto Ribeiro e muita gente mais de igual categoria. O samba, realmente, não podia faltar.

Uma cantora moderna, cantando uma letra moderna, com um arranjo moderno. Romantismo moderno. DIFICIL tem tudo a que MARINA, moderna, dá direito. O lado dançante de TODAS, o novo disco de Marina Lima.

ROMANCE INTERNACIONAL traz FRED NASCIMENTO com seu som jovem, dançante, apoiado numa guitarra definida por Ezequiel Neves como “pós-Mark Knopfler”. ROMANCE INTERNACIONAL tem o som da década de 80.

De repente, nas rádios, uma música, que mais parecia fita pirata de um show, começou a fazer sucesso. Mas ninguém sabia quem era OS MELHORES sãos os músicos da banda que acompanham Léo Jaime e que estão sempre se lançando como conjunto. COMO É BOM TE AMAR é uma versão LIVE IS LIFE, hit do conjunto europeu Opus, que está estourando nas paradas do velho continente neste verão.

TIRANDO ONDA abre o novo disco de SIDNEY MAGAL – ME ACENDE – um disco de arranjos modernos, inteiramente identificado com a alegria, a positividade, a energia de Magal. TIRANDO ONDA tem tudo para ser sucesso, além de ser um ótimo “trailer” de ME ACENDE.

A DANÇA DA LUA é uma música da trilha sonora da novela ANTONIO MARIA, da TV MANCHETE. EUGENIA MELLO E CASTRO é uma compositora portuguesa conhecida e reconhecida; nesta faixa ela divide os vocais com o talento genial de Ney Matogrosso.

O QUERERES é a faixa de Velô preferida pelo CAETANO VELOSO. Isso é tudo.

METAMORFOSE AMBULANTE, a genial canção de Raul Seixas, é uma das faixas do primeiro disco – METAMORFOSE – de VERONICA SABINO que, após ter feito parte do conjunto CÉU DA BOCA, está debutando em carreira solo. METAMORFOSE AMBULANTE virou, na interpretação de VERONICA, um rock pesadíssimo, “irado”, uma recriação que nem Raul suspeitaria possível. Um excelente passaporte para a Voz desta nova cantora.


LADO 1
DIFICIL Marina
ROMANCE INTERNACIONAL Fred Nascimento
COMO E BOM TE AMAR (LIVE IS LIFE) Os Melhores
TIRANDO ONDA Sidney Magal
A DANÇA DA LUA Eugenia Melo e Castro
O QUERERES Caetano Veloso
METAMORFOSE AMBULANTE Verônica Sabino

LADO 2
NADA POR MIM Marina
DELICIA Ciclone
DROPS DE HORTELA Oswaldo Montenegro e Gloria Pires
LOUCA DOCE E ATREVIDA Jerry Adriani
VIDEO CLIP Complot
CORAÇAO DE MELAO Nahim
GUERI GUERI As Gatas e Samba Som 7

Café Con Che © 2004

quarta-feira, 10 de junho de 2009

TURIBIO SANTOS MENTIRAS...OU NÃO? UMA QUASE AUTOBIOGRAFIA JORGE ZAHAR

Café Con Che © 2004



TURIBIO SANTOS MENTIRAS...OU NÃO?
Uma quase autobiografia

Jorge Zahar Editor
2002
103p
ISBN 8571106592



Turíbio Santos deixa registrados neste livro episódios pitorescos e significativos de sua vida e carreira como violonista. Escrito com a simplicidade e graça dos autênticos contadores de “causos”, percorre desde sua estréia em São Luis do Maranhão até momentos de glória internacional – como um concerto com a Royal Philarminic Orchestra em Londres e um recital em Versailles, no Petit Château de Maria Antonieta.
Demonstrando a mesma intimidade de que esbanja com suas guitarras, o cronista musical narra seus encontros e desencontros pelo mundo: como teve de aprender em um mês o CONCERTO DE ARAJUEZ para gravá-lo com uma orquestra francesa; os animados saraus na casa de Jacob do Bandolim; considerações filosóficas sobre as mãos dos violonistas; o relacionamento musical com Andrés Segovia; o intercambio com Rafael Rabello e Guinga; as criticas ao mercado fonográfico brasileiro e mundial; e muitos outros casos deliciosos.
Este depoimento de um apaixonado pela música e pela vida traz ainda uma fotobiografia e uma discografia completa do autor.

“Eu gosto muito de boteco. De contar e ouvir histórias. Às vezes, no entusiasmo de um causo me pergunto: Será que foi verdade? Será que foi isso mesmo?
Aí fui escrevendo essas crônicas aos poucos. Algumas eliminei, outras refiz, e o resultado é este livro de recordações. Foi tudo verdade mesmo.”

TURIBIO SANTOS é considerado pela crítica e pelos especialistas internacionais um dos maiores violonistas clássicos da atualidade. Viajou o mundo inúmeras vezes para tocar nos mais importantes centros musicais, merecendo críticas entusiastas por seus concertos, seus 54 discos gravados até hoje e suas coleções de partituras.
Numa manifestação clara de respeito pela música brasileira, Turibio vem realizando um trabalho de preservação e divulgação de partituras para o violão – objetivo da série VIOLAO AMIGO, coordenada pelo autor e já com três volumes publicados por esta editora (o quarto trará, além de uma suíte de caráter popular do próprio Turíbio, uma valsa inédita de ninguém menos que Villa Lobos).
É membro e fundador do Conseil d’Entraide Musicale da Unesco e, desde 1986, diretor do Museu Villa Lobos. Recebeu a comenda de Chevalier de La Légion d’Honneur, do governo francês, e a de Oficial da Ordem do Cruzeiro do Sul.
Café Con Che © 2004
Música, Cine, Literatura, Desporte Etc e Sorte

segunda-feira, 8 de junho de 2009

EUGÊNIO EVTUCHENKO AUTOBIOGRAFIA PRECOCE BRASILIENSE 1984

Café Con Che © 2004
Ajude a construir um futuro melhor




EUGÊNIO EVTUCHENKO AUTOBIOGRAFIA PRECOCE
Brasiliense
1984
Tradução Yedda Boechat




A autobiografia de um poeta são seus próprios poemas. O resto é suplementar.
O poeta tem o dever de se apresentar aos leitores com seus sentimentos, atos e pensamentos, de coração aberto.
Para ter o privilégio de exprimir a verdade dos outros, ele deve pagar um preço: entregar-se, impiedosamente, à sua verdade.
Enganar lhe é vedado. Se desdobra a sua personalidade – de um lado, o homem real e, do outro, o homem que se expressa – se tornará estéril. É inevitável.
Quando Rimbaud tornou-se traficante de negros, agindo contra os seus idéias poéticos, deixou de escrever. Foi a solução honesta.
Infelizmente, nem sempre é assim. Alguns se obstinam em escrever mesmo quando sua vida não coincide mais com a sua poesia. Abandonando-os, a poesia se vinga. Mulher rancorosa, ela não perdoa a mistificação, nem mesmo as meias-verdades.
Diante de um espelho, que os homens digam, não quantas vezes mentiram, mas simplesmente, quantas vezes preferiram o conforto do silêncio.
Sei que eles têm um álibi, com certeza, inventado por seus similares: o silêncio é de ouro. A eles eu responderia: essa espécie de ouro não é pura. Esse silêncio é falso.
Isso é válido para todos os mortais, mas cem vezes mais ainda para os poetas, que devem expressar uma verdade concreta. Quando se começa por silenciar a sua própria verdade, acaba-se inevitavelmente por silenciar sobre as verdades, sofrimentos e infelicidades dos outros.
Durante muito tempo, os poetas soviéticos se recusaram a desvendar seus próprios pensamentos, suas contradições e a complexidade de seus problemas pessoais. Como conseqüência, emudeceram sobre aqueles que os rodeavam.
Houve uma época, após a Revolução, em que os poetas comunistas fundaram a “Associação da Cultura Proletária” e acreditando, ingenuamente, servir assim aos seus idéias, decidiram falar unicamente no plural. Com desespero, ruflaram os tambores do seu talento para abafar a pobreza do seu método.
Os seus sucessores escreveram na primeira pessoa do singular, mas continuaram a carregar o peso deste gigantesco acessório chamado: “nós”.
Prisioneiros forçados de seus artifícios, quando um deles dizia “eu amo” entendia-se que afirmava “nós amamos”!
Nesta época é que os nossos críticos literários engendraram a teoria do “herói lírico”. Diziam eles que o poeta deve cantar as virtudes superiores. Nas suas obras ele deve aparecer não como realmente é, mas como protótipo de homem perfeito.
Os adeptos dessa teoria escreveram muitas vezes acreditando produzir poemas autobiográficos. Em suas obras encontram-se o nome da sua cidade natal, a lista das regiões visitadas e outros detalhes pessoais. Mas essas poesias eram de tal maneira vazias que não se distinguiam umas das outras.
Ora, bem sei que alguns poetas possuíam talento bastante para se exprimir com maior beleza que outros. No entanto, o pensamento era estereotipado. O que distingue os seres humanos, não é a forma que emprestam ao seu modo de expressão, mas sim, a unidade do pensamento que expressam. Não é possível uma autobiografia que não seja reflexo fiel do que há de único e imitável em cada um de nós.
Não desejo rotular assim toda a poesia soviética. Não quero acusá-la de ter desnaturado o “eu” do poeta. Maiakovski sempre escreveu “nós”, mas era Maiakovski. O “eu” de Pasternak é, precisamente, o “eu” de Pasternak.
Poderia citar muitos outros poetas que tiveram o mérito insigne de conservar suas próprias individualidades durante esse período difícil, mas seus nomes pouco diriam aos leitores ocidentais.
A obra de um verdadeiro poeta é a imagem viva, palpitante, dinâmica e expressiva de seu tempo. Mas é, também, o seu auto-retrato permanente e total.
Se assim penso, porque teria me proposto a escrever este ensaio autobiográfico?
Porque os poemas se traduzem mal e porque, no Ocidente, em vez de conhecerem minha obra, são conhecidos apenas certos artigos, que refletem uma imagem minha muito diferente da realidade.
Pretenderam fazer de mim uma figura isolada, destacando-se, ao que parece, como um facho luminoso sobre o fundo cinzento da sociedade soviética.
Não sou, porém, essa figura.
Um grande número de homens soviéticos detesta com igual paixão tudo aquilo contra o que luto. As coisas preciosas para mim, o são, igualmente, para inúmeros companheiros soviéticos.
Sei da existência de homens capazes de marcar sua época por suas idéias pessoais. Trazem-nas para a sociedade como armas de combate. É a forma mais elevada da criação do espírito. Infelizmente não pertenço a esta categoria de criadores.
As idéias novas, os sentimentos novos que se encontram nos meus poemas, já existiam para a sociedade soviética muito antes que eu começasse a escrever. Na verdade ainda não haviam recebido uma forma poética. Mas se eu não o fizesse, um outro o teria feito.
Dirão que estou me contradizendo de uma página para outra; depois de ter exaltado o individualismo indivisível do poeta, eis que me apresento como um defensor das idéias coletivas.
É uma falsa contradição.
Creio que é necessário ter uma personalidade bem característica, bem determinada, para poder exprimir na própria obra o que há de comum em muitos homens.
Esta é a minha ambição como poeta. Gostaria de poder, durante a minha vida, imprimir aos meus poemas os anseios dos outros, sem renegar o meu próprio “eu”. Aliás estou convencido de que o dia em que perder esse “eu”, perderei também a faculdade de escrever.
Mas o que é meu “eu”?


Café Con Che © 2004


"Patria es Humanidad"

sábado, 6 de junho de 2009

TRAÇANDO PORTO ALEGRE LUIS FERNANDO VERISSIMO JOAQUIM FONSECA ARTES E OFICIOS

Café Con Che © 2004
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LUIS FERNANDO VERISSIMO E JOAQUIM FONSECA TRAÇANDO PORTO ALEGRE
Artes e Oficios
3º edição
ISBN 858541825
144p
1994





A CIDADE TRAÇADA
Toda cidade que tem um rio é bela. Porto Alegre exagera, esparrama-se ao longo de vários que, de lambuja, se transforma num lago imenso. Com toda essa lindeza, gosto de tomar nossa cidade como modelo e temática. Tenho desenhado como ela era, como ela é e como a desejo.
Pode parecer estranho atribuir sexo a uma cidade. Porto Alegre, que tem alma, eu vejo feminina. Caprichosa e temperamental, é a um só tempo provinciana e avançadinha, mantendo hábitos recatados, porém sem nunca perder o compasso com o nosso tempo. Metrópole, é neurótica, opiniática e exigente. Também aldeia, é pudica, singela e dócil.
Sensualmente lânguida, se deita estirada no seu sinuoso contorno fluvial. Dominadora e envolvente, avança voraz sobre os morros, pelos vales e pelas planuras. Impetuosa, lança-se ao alto em pontas de concreto. Fogosa, vibra entrelaçada por artérias dinâmicas e congestionadas. Carola, reza com fé na Festa dos Navegantes. Peleadora, trabalha feito louca nas oficinas do quarto distrito. Ciumenta, esconde com o muro seu perfil mais lindo.
É faceira quando se veste com as flores do jacarandá, anunciando a primavera é manhosa ao se derreter nos dias tórridos de verão. Romântica, se pinta toda nos fins de tarde, no outono. Malvada, venta fria e cinzenta nas noites de inverno.
Quando aqui cheguei, nos tempos do bonde, do rolo compressor e das balas esportivas, Porto Alegre ainda matinha, ao menos no centro, um certo ar tradicional que lembrava Buenos Aires. Com o tempo, foi se tornando mais interesseira, substituindo seus cafés de esquina pelas agências financeiras. Além da inocência, perdeu nos últimos anos muito de sua identidade original. As matinês e as anedotas de rua, por exemplo, foram sumindo, dando lugar aos cômicos da tevê. Mas foi ganhado outras coisas que a fazem moderna, adulta e madura, como a Feira do Livro, espaços de cultura, museus, teatros, galerias de arte.
Tanto o LFV como eu conhecemos outras, é verdade. Mas cada um na sua, elegemos este porto como nosso ponto de referência. Traçá-la, para nós, é literalmente e graficamente um ato de amor.
Joaquim da Fonseca.

OS BONDES
Falam que os bondes podem voltar. Que voltem os bondes. Dizem que os bondes são econômicos, que não poluem, que os bondes nunca deviam ter acabado. Não sei. Que peçam desculpas aos bondes e os coloquem na linha de novo.
Mas a economia é a menor das virtudes do bonde. A importância cultural do bonde vai muito além da sua utilidade. O bonde foi uma lição de vida para algumas gerações. Foi uma parte importante da minha educação e, se hoje tenho um pouco de equilíbrio emocional, bons reflexos e o mínimo de caráter para não dar na vista, devo tudo ao Petrópolis até o fim linha ou J. Abbott. O desvairio da juventude atual se explica facilmente: é fruto de uma infância sem bondes. Que voltem os bondes, antes que seja tarde.
Os bondes ensinavam tudo.
DESTREZA, CORAGEM E AUTOCONFIANÇA
_Certamente o período mais importante da minha vida foi dedicado à preparação psicológica para a minha primeira grande prova de bravura (e, pensando bem a última): subir no estribo com o bonde andando. Corresponderia ao primeiro encontro solitário com um bisão da planície do Guri de Neanderthal. Um ritual de passagem. Depois do feito, você era um homem. Não precisava ter ninguém olhando. Era um triunfo pessoal e secreto, e depois o mundo nunca mais era o mesmo. Descer com o bonde em movimento não era nada, uma menina faria. Bastava continuar correndo depois de tocar com os pés no chão. E pular para a calçada antes que o carro que viesse atrás fizesse você voar. Fácil. Subir com o bonde andando era outra história. Levei uns dois meses para criar coragem antes do meu primeiro pulo. Não falhei. Nunca falhei. É um orgulho que eu carrego no bolso até hoje como um amuleto.
RESPEITO AO PROFISSIONAL, A IMPORTANCIA DE UM OBJETIVO NA NOSSA EXISTENCIA.
_ Fora o Tesourinha e dois ou três personagens do Globo juvenil, meu herói da infância era o fiscal de bonde. Aquele cara que pulava de um bonde em movimento para o outro, sem nunca perder o quepe, olhava para o marcador do bonde e fazia misteriosas marcas num papel verde com um carimbo vermelho que tirava do bolso. Durante algum tempo hesitei entre ser aviador ou fiscal de bonde quando crescesse. Decidi ser fiscal de bonde. Se os bondes voltarem, terei a minha chance.
HONESTIDADE E CONFIANÇA NO PROXIMO
_O cobrador passava pelo corredor, perguntando: “Já pagou?”. O mundo era mais simples, então. E a passagem mais barata.
CONTROLE MUSCULAR
_Andar na parte detrás de um bonde gaiola, na descida, sem segurar em nada, só no jogo de perna, preparava o individuo para todos os percalços. Diziam que quando o São José ia jogar nos Eucaliptos, o time entrava em forma na viagem de gaiola.
Que voltem os bondes.
Luis Fernando Veríssimo / Joaquim da Fonseca

A MAL ENTENDIDA
Porto Alegre vive à beira de alguns mal-entendidos.
Para começar, vive à beira de um rio que não é rio. O Guaíba é um estuário, ou como quer que se chame essa espécie de ante-sala onde cinco rios se reúnem para entrar juntos na Lagoa dos Patos. Mas todos o chamam de Rio Guaíba.
A rua principal da cidade não existe. Você rodará toda a cidade à procura da Rua da Praia e não a encontrará. Usando a lógica – o que é sempre arriscado, em Porto Alegre – procurará uma rua que margeia o rio (que não é rio), ou que comece ou termine numa praia. Se dará mal. Não há praias no centro da cidade, e nenhuma rua ao longo do falso rio se chama “da praia”. Finalmente, desconfiado de que a rua principal só pode ser aquela que concentra a maior parte do tráfego de pedestres no centro, você consultará a placa e lerá “Rua dos Andradas”. Mas ninguém a chama de Rua dos Andradas, chamam pelo nome antigo, Rua da Praia. Por que da praia? Ninguém sabe. Só se sabe que ela vai da Ponta do Gasômetro, que não é mais Gasômetro, até a Praça Dom Feliciano, que todos chamam Praça da Santa Casa, passando pela Praça da Alfândega, que já foi Praça Senador Florêncio, mas voltou a ser Praça da Alfândega, porque ficava na frente da Alfândega – que não existe mais.
Confuso, você talvez entre no prédio da prefeitura para pedir satisfações, só para descobrir que entrou no prédio errado. Existe outra prefeitura, a nova, atrás da velha, que por sua vez tem na frente uma praça chamada não Porto Alegre mas Montevidéu.
Na prefeitura certa talvez lhe digam para ir se queixar ao bispo, tendo que, para isto, subir a Rua da Ladeira até a Praça da Matriz, onde fica a Catedral. Desista. Você não encontrará a Rua da Ladeira, que hoje se chama (só ele se chama, porque ninguém mais a chama assim) General Câmara, e a Praça da Matriz na verdade é a Praça Marechal Deodoro, embora poucos porto-alegrenses saibam disso.

A única vantagem de toda esta confusão é que você precisará de muito tempo para ir decifrando Porto Alegre, ao contrario do que acontece em cidades previsíveis e sem graça como Paris, Roma, etc., onde tudo tem o mesmo nome há séculos – e ir degustando-a aos poucos. Acho que não se decepcionará.
Vencidos os primeiros mal-entendidos e localizada, por exemplo, a “Praça da Matriz”, você pode fazer uma visita ao Theatro São Pedro, um dos orgulhos da cidade com seu prédio em estilo barroco português e sua pequena platéia em forma de ferradura. Há quem diga que é o teatro mais bonito do Brasil. Certamente é o mais bem cuidado. Inaugurado em 1858, esteve fechado por uns tempos e foi magnificamente restaurado para sua reinauguração há poucos anos. Da sacada do seu primeiro andar, onde ficam o foyer e o café, você pode olhar a Praça de cima. Se tiver sorte, os jacarandás estarão florindo. Do outro lado da praça estão a Catedral e o palácio do governo estadual, ou Palácio Piratini, esse no estilo neoclássico francês. Duas coisas surpreendem alguns visitantes em Porto Alegre pela quantidade insuspeitada: a arquitetura neoclássica e os jacarandás.
Saindo do Theatro São Pedro você pode aproveitar para dar uma olhada na Biblioteca Pública (outro exemplo do estilo neoclássico), e principalmente uma espiada no seu Salão Mourisco, ricamente decorado. Desça a Rua da Ladeira. Está bem, a General Câmara. Você chegará ao chamado Largo dos Medeiros e a outro mal-entendido municipal. O largo tem este nome extra-oficial em homenagem a um café que tinha ali e não tem mais. Não, não se chamava Café Medeiros, os donos é que se chamavam assim. Não importa, vire a esquerda e siga pela Rua da Praia – dos Andradas! Dos Andradas! – passando a Praça da Alfândega, onde todas as primaveras se realiza a famosa Feira do Livro de Porto Alegre.
Depois de uma curta caminhada você chegará ao antigo Hotel Majestic, hoje belissimamente transformado na Casa de Cultura Mario Quintana, com teatros, cinemas e salas para cursos e exposições. Vale a pena entrar para ver o que foi feito do velho hotel e ir até o Café Concerto na sua parte superior, ou então deixar para voltar lá na hora do pôr-do-sol. Um pouco mais adiante na mesma Rua da Praia, à sua esquerda, você verá a igreja Nossa Senhora das Dores, com uma grande escadaria na frente. A fachada e a escadaria são iluminadas à noite, é uma das bonitas visões da cidade.
Volte pela mesma Rua da Praia em direção ao centro. Ao chegar à Avenida Borges de Medeiros, pegue a esquerda e desça até o Mercado Público, perto da prefeitura e da já citada Praça Montevidéu, onde está a graciosa Fonte de Talavera de La Reina, um presente da comunidade espanhola à cidade. Passeie dentro do mercado e veja as suas “bancas” especializadas, como a que vende vários tipos diferentes de erva para o chimarrão. Os morangos com nata batida da Banca 43 são famosos.
O pôr-do-sol não pode ser reivindicado como atração turística de Porto Alegre, já que tecnicamente ele acontece fora dos limites estritos do município, mas sabe se colocar para assisti-lo é uma das artes da cidade. O novo Café Concerto, na cúpula do antigo Hotel majestic, com uma vista despendida do “rio” e do poente, já tem seus adeptos, mas o ponto tradicional dos crepusculistas é o mirante do Morro de Santa Teresa. Você precisará de transporte para ir do contra até lá e se for de táxi, para evitar outro mal-entendido, diga ao motorista que quer ir ao “Morro da Televisão”. Do mesmo mirante você terá a melhor vista da cidade, cuja topografia já foi comparada à de São Francisco na Califórnia, e verá, lá embaixo, o imponente estádio do grande Sport Club Internacional.
Outro bom lugar para se olhar a cidade e o pôr-do-sol é o Morro do Turista. Para chegar lá você precisa pedir para ser levado ao Morro da Polícia. É o mesmo morro.
Aos domingos pela manhã, boa parte da população de Porto Alegre vão ao “Brique da Redenção”, assim chamado porque fica no Parque Farroupilha. Calma. O Parque Farroupilha, um dos maiores parques urbanos do mundo, é conhecido pelos porto-alegrenses como Parque da Redenção. Ou, sucintamente, “a Redenção”. “Brique”, na língua gaúcha, é o encurtamento de “Briqueabraque” e é uma feira de antigüidades em que tudo, até revista da semana passada, é considerado antigüidade. Mas em meio as porcarias assumidas, há loucas e pratarias, livros valiosos, selos e moedas e principalmente muita gente vendendo, comprando ou só passeando.
O parque se chama Farroupilha em homenagem à revolução do mesmo nome que os gaúchos fizeram em 1835 contra o império, proclamando a República Rio-Grandense. Mas embora todo mundo aqui hoje comemore a insurreição, Porto Alegre manteve-se fiel ao governo central e por isto mereceu o titulo de “leal e valorosa cidade” conferido pelo imperador Pedro II, e que está no seu brasão.
Outro mal-entendido.
Luis Fernando Veríssimo / Joaquin Fonseca

BAIXO ASTRAL
E os argentinos não vieram.
Soluçam as ondas e o vento: não vieram, não vieram.
Onde estão seus filhos chatos, suas mulheres estridentes, e os seus dólares, e os parentes?
Não vieram, não vieram.
E a sua fome? E os seus dentes?
Não vieram, não vieram.
Se arrependimento matasse haveria mais corpos na praia do que óleo e restos de arraia. Donos de hotéis e lancherias se unem em homilias. Como os tratamos mal! Fomos insensitivos. E agora estamos aqui, reduzidos a explorar os nativos...
Choram as gaivotas: no veniram, no veniram. E os sorveteiros gritam “Ki-ruim!” e os milhos se quedan en su tinta. Diz um corvo “nunca más” e não há quem o desminta. E de Torres ao Chuí, passando por Cidreira e Pinhal, só se vêem as conseqüências de um tremendo baixo astral. Tragédia conjuntural.
Só agora lhes damos valor. Boa gente, boa gente. Um pouco prepotente. Aquele ar de quem não nos liga, de quem tem o Maradona na barriga, mas simpáticos à sua maneira – e que carteira ligeira!
Grandes consumidores, e não só de alfajores. Eletrodomésticos, horrores. Nos encantava seu canto: “Me encanta, me encanta, quanto?”. Nunca mais, nunca mais.
Não discutiam aluguel, nem o preço do pastel. E só ficavam um pouco assim se não encontrassem o Clarin. Boa gente, boa gente. Só um pouco diferente.
Agora é tarde, Inez não vem. Nem Carlito, nem Mercedes e muito menos Menem. Dizem que a crise é a culpada mas é uma história mal contada. Pois nossa crise é igual a deles, tudo nos iguala e junta, e nem por isso, convenhamos, há menos brasileiros em Punta.
Luis Fernando Veríssimo / Joaquim da Fonseca


Café Con Che © 2004

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quarta-feira, 27 de maio de 2009

LP NICO FIDENCO E ORQUESTRA DE LUIZ ENRIQUEZ RCA VICTOR


LP NICO FIDENCO
RCA VICTOR
BBL 124
NICO FIDENCO com orquestra de Luiz Enriquez


O sucesso de NICO FIDENCO se projetou da trilha sonora de um filme e dos "Music boxes". Sua interpretação de "Su Nel Cielo" do filme "I Delfini" figura atualmente como um dos maiores êxitos da música popular italiana e é êle considerado o cantor por excelência da juventude romântica italiana, da atualidade.
NICO FIDENCO, que formou-se em Direito pela Universidade de Roma, reside, nessa capital, com seu progenitor que é construtor.
Em 1951, após finalizar o científico, NICO FIDENCO (cujo verdadeiro nome é Domenico Colarossi) ingressou no "Experimental Movie Center" a fim de se tornar astro cinematográfico, porém, após um ano de experiência deixou para cursar a Universidade de Direito. Nêsse período êle experimentou os seus dotes como compositor da música popular. Seu primeiro êxito "In un Pianota dell'Orsa Maggiore" foi apresentado no show da TV "Noi e Loro" (Nós e Êles).
Últimamente, NICO vem se ocupando com temas para cinema escrevendo argumentos, e esta sua ligação com o mundo dos filmes - agora em plena florescência em Roma - valeu-lhe a oportunidade de cantar - por mero acaso - a canção "Su Nel Cielo" (de Cassia-Maselli-Fusco) para um filme relacionado com o tão falado "nouvelle vague" italiano que descreve a vida social dos bem afortunados jovens das cidades interioranas italianas.
No ano passado foi NICO FIDENCO agraciado com o "Disco de Ouro" pelo primeiro milhão de discos vendidos.
Deixemos por agora os comentários para que o ouvinte possa se deliciar com estas 12 maravilhosas páginas musicais que tão bem retratar a beleza e o encanto da voz de NICO FIDENCO.
LADO 1
LEGATA A UN GRANELLO DI SABBIA
SU NEL CIELO
UNA VOCE DANGELO
COME NASCE UN AMORE
RIDI RIDI
LASCIAMI IL TUO SORRISO

LADO 2
TORNERAI SUZIE
MONDO MERAVIGLIOSO
LA SCALA DI SETA
FRA LE PIUME DI UNA RONDINE
CE UNA LEGGENDA
COLAZIONE DA TIFFANY
Café Con Che © 2004

Informar e conscientizar são as melhores formas de ajudar.
ABRALE 100% de esforço onde houver 1% de chance

domingo, 24 de maio de 2009

LP RUBEN DARIO BERTA SINGERMAN LO INTERPRETA 1966 CBS MONO


LP RUBEN DARIO...BERTA SINGERMAN LO INTERPRETA


CBS MASTEWORKS

MONAURAL 60140


As gravações que compõem êste álbum foram efetuadas no mês de agôsto de 1966, nos estudios de INDICA, San José, Costa Rica, América Central. O Disco foi produzido como uma contribuição de indústria de Discos Centroamericana S.A as comemorações do centenário do nascimento de Rubén Darío.18 de janeiro de 186718 de janeiro de 1967


RUBÉN DARIO, o poeta nicaraguense, é o mais original e prestigioso dos escritores hispano-americanos. Seu nome verdadeiro era Félix Rubén Garcia Sarmiento. Nasceu em Metapa (Nicarágua). Fez o curso secundário no Instituto do Ocidente, de León, tendo sido seu principal orientador em literatura José Leonard, escritor polonês desterrado do seu país por sua idéias políticas. Ainda adolescente, deu provas de extraordinária precocidade, tinha apenas treze anos quando lhe confiaram um cargo na Biblioteca Nacional, emprêgo muito de acôrdo com seus gostos, e que aproveitou para aprofundar-se de preferências nos estudos dos clássicos espanhois e dos líricos franceses, então mais em voga. Dessa época é o drama Manuel Acuña, que estreou com sucesso em Nicarágua, assim como outra obra em um ato, intitulada Cada oveja... Pouco tempo depois seu espírito nômade o levava à República de El Salvador, onde fez parte do grupo literário La Juventud, colaborou em La Ilustración Musical Centro Americana, e compôs, por incumbência do govêrno, a ode que deveria inaugurar as festividades comemorativas do centenário de Bolívar. Também esteve em Costa Rica e Guatemala, sempre dedicando-se ao jornalismo. Chegou em 1886 a Santiago de Chile, onde permaneceu cêrca de três anos e foi redator do diário A Epoca. Seus méritos valeram-lhe a nomeação de correspondente de La Nación em Buenos Aires, graças a cujo cargo pôde transferir-se para Paris. As muitas crônicas que publicou no grande jornal argentino formam vários volumes, que refletem, quase dia-a-dia, a intensa vida intelectual da Europa (fim de século). Representou seu país em Madrid, nas festas de Centenário de Colón, e posteriormente foi nomeado ministro plenipontenciário da Nicarágua na Espanha, onde ficou até 1898, data que assinala o ápice de sua gloriosa e fecunda carreira.Aos trinta e dois anos voltou a Paris, e lá fundou a revista Mundial uma das melhores da época, e, prêsa de um brusco recrudescimento de seu amor à América, publicou Cantos de vida y esperanza, Los cisnes e outros poemas; Oda a Mitre, Canto a la Argentina, El canto Errante e Poema del Otoño. Suas duas últimas obras: Vida de Rubén Darío, narrada por êle próprio, e a novela autobiográfica El oro de Mallorca, êle as escreveu em New York. De todos os poetas hispano-americanos, nenhum tão pessoal, tão (sem fronteiras) como Rubén. Seu nome caracteriza tôda uma época, sendo êle considerado o maior propulsor, na América de língua espanhola, do movimento modernista na literatura. Foi um magnífico cultor da forma, e os atrevimentos do seu estilo renovaram a métrica castellana.


BERTA SINGERMAN
Há muito tempo, quando o mundo era ainda criança e não tinha livros, êle precisava - como todos os meninos - que alguém lhe contasse história dos seus antepassados, que lhe ensinasse a decifrar seus sonhos e a interpretar todos os mistérios de céu e da terra. Chegou então um homem e cantou. Foi o poeta lírico. Depois veio outro homem e narrou. Foi o poeta épico. Finalmente veio um carro repleto de homens e, em vez de cantar ou contar, fizeram viver a palavra diante da multidão. Foi o teatro. Com êle estavam completas as três vozes da poesia.Passaram-se depois séculos e séculos. Em cada geração voltava o rapsodo e cantava; voltava o jogral e contava; voltava o ator e representava. E assim sempre. Até que por fim chegou uma extraordinária mulher que se atreveu ao mesmo tempo a cantar, a contar e a representar, fundindo numa só as três vozes melódicas para oferecer ao povo a Poesia Total. Essa mulher foi BERTA SINGERMAN.
Alejandro Casona

Berta, Dios te hizo la fina garganta.Con otro limoQue no es doloroso...
Gabriel Mistral


CANCION DE OTOÑO EN PRIMAVERA
LETANIA DE NUESTRO SEÑOR DON QUIJOTE
CUENTO A MARGARITA (A Margarita Debayle)
LOS MOTIVOS DEL LOBO
CASO
IN MEMORIAM
SONATINA
LO FATAL
EL CLAVICORDIO DE LA ABUELA
LA ROSA NIÑA
LA CANCION DE LOS PINOS
MARCHA TRIUNFAL
Café Con Che © 2004

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sábado, 16 de maio de 2009

LP O VELHO SOLAR ORIANO DE ALMEIDA UFRN


LP O VELHO SOLAR 

UFRN 008

(Imagem musical baseada no poema "GUAPORÉ" de DIÓGENES DA CUNHA LIMA)
Música e interpretação: ORIANO DE ALMEIDA
Autografado por Oriano de Almeida

O CENARIO PRODIGIOSO DO GUAPORE

Os Projetos Memória Fonográfica da FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO e Memória da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, têm em comum incentivar e preservar valores regionais que são expressões da cultura do nosso povo através da reprodução fonográfica.

Assim, essas duas instituições reuniram-se para editar este disco que registra, através da música e da poesia, as lembranças do menino, ou melhor, do neto, como ele auto-intitula, da casa-grande do Engenho Guaporé: Nilo Pereira. De um Nilo Pereira que, nascido no vale do Ceará Mirim, no Rio Grande do Norte, é também recifense e Pernambuco por formação, tendo a esses dois Estados nordestinos dedicado a maior parte de sua obra de humanista e escritor.

Nilo Pereira é poeta, ensaísta, historiador, biógrafo. Em todas essas condições é escritor dotado de notáveis qualidades, apuradíssima sensibilidade.

Na FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO – onde Nilo Pereira é Vice-Presidente do Conselho Diretor tenho tido o prazer de privar da sua convivência e contar com a sua inestimável colaboração.

Quem ouvir este disco, por alguns instantes, estará ouvindo e recordando a paisagem do Guaporé redivivo em cenário dois mais belos do Rio Grande do Norte – o vale do Ceará Mirim – através da música deste grande compositor e pianista internacional Oriano de Almeida e do poema deste homem de sensibilidade, o poeta e reitor Diógenes da Cunha Lima.

E nada melhor, para encerrar esta apresentação de disco que homenageia a potiguar pernambucanizado Nilo Pereira, do que usar suas próprias palavras: “Nesta rememoração é possível que haja poesia de um menino que pede a todos que se lembrem da necessidade de sermos meninos que cresceram com o adulto para tornar a vida mais bela e os homens mais felizes”

Recife, junho 1982

FERNANDO DE MELLO FREYRE

Presidente da FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO 


LADO A

O VELHO SOLAR

 - Nas sombras...ruínas...

Brisa da Manhã no Canavial

Canto Ingênuo do Plantador

Alegria no Engenho

Anoitece no Vale

Saudosa Cantiga

Iluminam-se as Arandelas

Azuis...

Alegres Saraus

Valsas Sentimentais

O Vendaval do Tempo

...nas sombras...ruínas...

Brisa da Manhã no Canavial. 

LADO B

Poema: “GUAPORÉ”

Voz do autor 

Comentário de Oriano de Almeida relacionado música e poesia.

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